terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Quilombola Mata Cavalo - MT



Quilombola Mata Cavalo está situado próximo a cidade do Livramento em Mato Grosso. Local de refúgio de escravos revoltados com os maltrato severos praticados pelos senhores de terra e feitores. Eles resolveram buscar a liberdade e segurança fugindo para o local de morros com difícil acesso. Dezenas de escravos de origem sudaneses da tribinagem Deen-Kuh (Dinka) e da tribinhagem nilotic Nuer - por terem experiência na criação de rebanho e na agricultura foram trazidos para a região Centro Oeste - Mato Grosso. Outros negros angolanos da etnia Bakongo (Tchowa ou Tchiowa - Cambinda/Rwanda/Zaire/Uíge) e os ganenses da etnia Asante/Ashanti especialistas na exploração de ouro, construção de casas e agricultores foram para capitania Mato Grosso, hoje Vila Bela da Santíssima Trindade.
No final do século XVIII, diversos escravos revoltados com situação que viviam, fugiram adentrando nas matas fechadas mato-grossense em busca de um lugar seguro para abrigar. Os sudaneses foram a região de morro com com diversos obstáculo para entrar. Atual  Comunidade Mata Cavalo foi habitada por negros foragidos das fazendas pantaneiras. Os Bakongos e os escravos da etnia Asante/Ashanti – Gahna refugiaram nas florestas da capitania Vila Bela da Santíssima Trindade.
No mercado da capitania de São Paulo havia diversas etnias africanas. A venda de maior quantidade escravos foi para a região do Nordeste concentrando o povo vindo da região da Guiné; em Salvador os negros eram da Nigéria, Bakongo, Costa do Marfim, Dahomé; na região Sul predominou os negros vindo da Nigéria; na região Sudeste, Rio de Janeiro estava a concentração de negros escravos vindo da Bakongo, Nigéria, Sudão, Gahna e Kenya da etnia Pokot/Massai.
As mulheres europeias preferiam as escravas moçambicanas, nigerianas e guineanas para os trabalhos domésticos e para amamentarem os seus filhos por serem leiteiras e dóceis.
Após a abolição da escravatura no Brasil, alguns descendentes europeus mesmo sofrendo preconceito social e racial assumiram relacionamento amoroso com as afro-brasileira. A miscigenação de raça e cultura ocorreram de forma inevitável. Os mulatos são afros brasileiros presente na maioria dos Estados brasileiros. Também os caboclos¹ aumentaram de forma surpreendentes em toda as regiões brasileiras.
Provavelmente, os ancestrais da comunidade Mata Cavalo mantiveram isolados de outras etnias para manterem seguros, protegidos e a sua cultura viva.
No século XIX, a ideologia cristão ocasionou conflito interno, divisão e enfraquecimento da Comunidade Mata Cavalo - MT. Os cleros católicos começaram visitar a comunidade periodicamente com intenção catequizá-los e convertê-los para religião católica. A igreja era responsável de arrumar trabalho nas fazendas vizinhas para os convertidos.
A cultura portuguesa e a religião católica apostólica romana foram impostas para que os afros brasileiros aceitassem como única religião verdadeira. Todos tinham de  serem batizados, seguir fiel a fim de obter uma alma. Era o dever da igreja pregar ideologia para que a sociedade passiva aceitassem como verdade absoluta. Aquelas pessoas que doavam o seu dízimo e oferta eram acolhidas pela santa igreja e salvas.
Com o passar do tempo, grandes quantidades de quilombos e quilombolas deixaram a sua cultura desaparecer quase por completo e desconhecem as suas verdadeiras origens.
Os descendentes afros que habitam nas terras conquistadas pelos seus ancestrais vivem na incerteza de um dia melhor por causa dos conflitos com fazendeiros que tentam tomar as suas terras.
Os militantes moderados afro-brasileiro vem reunindo com grupos de outras etnias africanas com projetos e propostas para uma solução para as comunidades dos Quilombos e Quilombolas existentes no Brasil. Exigindo direitos iguais a todos os cidadãos brasileiros. Todos os afro-brasileiros e seus descendentes devem receber os títulos das suas terras como os verdadeiros proprietários.
A origem do nome Mata Cavalo foi por causa da grande quantidade de juá-bravo (Salunum viarun) planta daninha, típica da América do Sul que possui espinha na folha, no caule e produz fruta que assemelha uma melancia verde. Os senhores de terra criadores de equino tiveram grandes prejuízos com os seus rebanhos porque todos os cavalos que iam para aquela região tinham o intestino arrebentado por ingerir a planta tóxica. Por esse motivo batizaram o local de Mata Cavalo. Há outra versão, contam os antigos que os mensageiros só chegavam na comunidade montado num burro por ser de difícil acesso. Somente um burro, animal resistente chegaria aquela aldeia, mas o mensageiro viajava a noite num dia chuvoso e ao passar num lamaçal o burro atolou e acabou morrendo. Então, o mensageiro batizou o local de Mata Burro. A comunidade achou o nome feio e achou melhor chamar de Mata Cavalo. O juá-bravo arrebenta o intestino de qualquer ser vivo que ingerir levando a morte. Apesar da planta ser tóxica os curandeiros cozinhavam as frutas e aplicavam na pele para combater coceira de origem bacteriana e faziam compressa para que o furúnculo viesse eliminar as impurezas.
Todos os educandos devem conhecer a verdadeira história dos negros africanos. Resgatarem a cultura ancestrais da sua etnia. Cada brasileiro deveria conhecer a sua história e saber identificar a sua verdadeira origem.




Autora: Rainna Tammy

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1- Mistura da raça europeia com raça nativa brasileira (índios).

Odisseia Tribal Os Dinka Tribal Odyssey The Dinka FULL HD: https://youtu.be/fO9Idq0y7fY

The Dinka tribe: https://youtu.be/0uu6tuwG5a8

Dinka Bor vs Mundari 2013: https://youtu.be/hw3Js-r8sXk

Nuer, history of Ethiopia: https://youtu.be/wuaB59oBnJY

Origens, Os Povos de Angola: https://youtu.be/9b1rux6R6-8

O noivado em angola - alambamento: https://youtu.be/Cb9ZTWRhk50

Casamento Tradicional Em Angola (Pedido): https://youtu.be/79pKOX70rj0

Casamentos Em Angola Filmagem De Casamentos Liguem: https://youtu.be/TfFOFrTS05E