segunda-feira, 20 de junho de 2016

Bhutan, o reino da felicidade




O Bhutan está encravado entre a China e a Índia e tem cerca de 700 mil habitantes aproximadamente. É um pequeno e fechado reino encantado localizado nos Himlayas orientais, conhecido também como “Terra do Dragão” e sua capital é a bela cidade de Thimphu, certamente o lugar mais tranquilo do mundo, situada a mais de 2.500 m acima do nível do mar.


Thimphu é um lugar de gente iluminada, tranquila, alegre, simples e feliz.
Todos vestem um tipo de uniforme. Homens usam ‘gho’, um tecido até o joelho com uma faixa na cintura, como uma túnica. As mulheres usam ‘Kira’, pano longo e colorido até o pé e blusas de seda coloridas por baixo.



Os Butaneses acreditam que mente fala e corpo têm de estar em harmonia. Eles cultuam o budismo Mahayana, que tem garantia Constitucional no país. Essa é a herança espiritual que o povo deve passar para as próximas gerações, pregando a paz, a compaixão e a não-violência. O chefe religioso do Reino, o Je Khenpo, goza de uma importância quase idêntica à do rei, sendo também respeitadíssimo pela população.



A grande maioria dos butaneses seguem o Budismo (80%), com exceção dos habitantes do sul, de origem nepalesa, que seguem o hinduísmo (20%). O budismo foi introduzido no país no século II d.C, mas só se estabeleceu como religião dominante no século VII com a visita de Padmasambava, o famoso mestre tântrico indiano.
Existem os  dzong (fortes), lhakbang  (templos), goempa (mosteiros) e stupa (espécie de santuário, com relíquias e imagens de Buda que, durante a visita, deve ser circundado no sentido horário, em sinal de respeito).
Nas stupas são onde os butaneses penduram bandeirinhas coloridas a céu aberto com preces, pois eles acreditam que, quando o vento sopra, a paz, a compaixão e a sabedoria daquelas preces se espalham por toda a região. As bandeirinhas ficam lindas espalhadas por onde se passa, sempre agitadas pelos ventos. Fazem isso nas pontes também.


Os butaneses podem casar com várias mulheres, inclusive da mesma família e as butanesas podem casar com vários homens. O direito de igualdade entre a população. A cultura da poligamia e de algumas superstições estão presentes. Pinturas grandes na entrada das casas ou esculturas de animais totem como protetor, pimenta vermelha pendurada na frente da casa espantar energia negativa e traz alegria, símbolos e desenho de falo atrai boa sorte e afastar maus espíritos.





O rei Jigme Singye, educado na Inglaterra, tomou uma decisão nada típica entre monarcas e ditadores: abriu mão do poder absoluto, delegando poderes executivos ao seu Conselho de Ministros. Mais: o parlamento butanês ganhou o direito de pedir a cabeça do rei – não no sentido literal – caso essa seja a vontade de pelo menos dois terços dos membros.
O PIB ganhou um título de nobreza bastante interessante "Felicidade Interna Bruta da nação". O rei budista é adorado, o homem mais sábio e bonitão. Todos têm confiança absoluta de que tudo o que ele faz é pela felicidade do povo.


Aos 17 anos de idade, o rei Sua Majestade Jigme Singye Wangchuck, inovou a política do seu país. Este reino nos Himalaias é famoso por sua inovadora política de 'Felicidade Interna Bruta'. É uma terra onde a satisfação impera e a tristeza não ganha visto de entrada. O rei senta num trono com encosto Dharmachacra/Roda da Lei, na sua coroa está presente o Falo, foto do buda, do dragão e as cores vibrantes que trabalha a energia da harmonia.


Autora: Rainna Tammy
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Reino do Butão: https://youtu.be/hphuSTkq2lU 

Saudação butanês: https://youtu.be/tDpCDG9oZj4

Celebração de HH Dalai Lama: https://youtu.be/tDpCDG9oZj4

domingo, 19 de junho de 2016

Selo de uma mente iluminada




Ser iluminado não é um estado de mente especial, é a liberdade da mente e do coração. A partir do momento que desapegamos das coisas materiais podemos enxergar a realidade de forma diferente. Tudo da matéria podemos usufruir com sabedoria, podemos ver a belezas da existência e apreciar o agora, mas não podemos apegar em nada porque tudo é impermanente.
Saber lidar com os problemas e superar é uma coisa que deve ser trabalhada e ter uma visão holística. A vida ética é importante para evolução espiritual, disciplinar a mente, o coração, a conduta e a atitude do dia a dia. Tudo começa e está no pensamento. A mente controla a batida do coração e controla a emoção. Temos que auto observar, auto conhecer, concentrar e meditar através do silêncio para saber lidar com os problemas, superar os obstáculos e tornar um iluminado.


Na mente iluminado não há espaço para a escuridão, para equivoco, não há espaço para o desespero e medo. Os neurônios precisam de estímulos e práticas para haver conexão com o Cósmo.
O Vajrayana, do sânscrito “veículo de diamante”, conhecido igualmente como budismo tântrico, tem as suas raízes históricas na Índia e a partir do século VIII d.C. expandiu-se para a China, o Japão, o Tibete, o Nepal, o Butão e Mongólia. Porém, há outros Caminhos Búdicos, cuja filosofias são semelhantes e os objetivos é Uno.
O budismo tibetano, também chamado de budismo Vajrayana ou Lamaísmo, emprega práticas de meditação na forma de elaborados rituais, com leitura de Saddhanas, o textos litúrgicos, visualizações e instrumentos musicais.
Segundo a tradição budista Vajrayana, os meios hábeis cultivados no Vajrayana permitem ao praticante um caminho acelerado a iluminação. Para isto faz-se uso de técnicas tantra, que auxiliam o desenvolvimento espiritual e a transmissão esotérica.
Marhayana significa caminhos para todos tornarem iluminados. O mahayana possuiria assim dois caminhos de prática: o Sutrayana, que prega o aperfeiçoamento através do acúmulo de mérito e sabedoria gradualmente, e o Vajrayāna, prega a tomada do fruto - a iluminação - como o caminho.


  

Autora: Rainna Tammy