segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

A Mulher comanda e escolhe o seu marido - Bijagós - Guiné-Bissau



A visão do mundo em relação à cultura africana é distorcida. Acreditam que é um povo miserável, faminto, sem identidade, sem cultura, sem história e sem formação profissional. O que muitos não sabem que muitas Civilizações Africanas já foram reinos fortes e poderosos. Sendo ela liderada por uma rainha ou um rei.

Drª Wangari Muta Maathar - Bióloga ativista e Min. do Meio Ambiente-Quênia
Para a Etnia Bijagós a liderança está nas mãos de uma Okinka, a rainha da Ilha Uami ia Moton. O seu Deus Supremo é Iran que confiou na liderança da mulher como a forma de obter harmonia, amor, progresso, na preservação da cultura ancestral e do ecossistema. Somente uma Okinka tem um contato direto com o mundo espiritual e pode tomar decisão sobre o seu povo. 


Para os Bijagós a natureza é sagrada, religiosa, mística e a produção do valor de uso sobrepõe-se ao valor da troca, onde a estrutura administrativa do homem Bijagó é baseada numa política hierarquizada, mas a sua dimensão econômica e sociocultural de gestão do saber e acontecimento público dá a todos do arquipélago a oportunidade de se relacionarem de uma forma coletiva e solidária, de superarem os problemas cotidianos, permitindo, assim, a todos os mesmos privilégios das vantagens que o Arquipélago oferece-lhes para satisfazerem as necessidades da vida habitual sem perder de vista as gerações futuras.


Na Ilha dos Bijagós o comando político e a liderança religiosa estão nas mãos das mulheres. Elas escolhem com quem deseja casar e construir uma família. Após o casamento ela é que dá ordem ao seu marido. Nessa comunidade o homem é submisso, respeita a mulher e trata com ser divino.


O trabalho é comunitário e a tarefa é distribuída de acordo com a idade. Os Bijagós é uma comunidade que vive de forma organizada, que respeita e obedece regras da rainha sacerdotisa. Os meninos são educados desde cedo a serem obedientes aos pais, aos anciões, respeitar as pessoas do sexo feminino e serem guardiões dos patrimônios naturais.
Portanto, os homens são felizes na comunidade, aprova a liderança de uma Okinka e acreditam que o mundo seria melhor se o reinado estivesse nas mãos de uma mulher sábia.

Autora: Rainna Tammy

Fonte de pesquisa:


Sociedade matriarcal (Mulher, mãe da paz): https://youtu.be/PGU2gJfUsaw