sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Àse Ìòwsàn (Força Vital de Cura e Auto-cura)



Àse Ìwòsàn: transmissões de energias vitais poderosas utilizando a mente e as mãos para curar enfermidade,  aliviar dor, equilibrar o emocional e manter a paz interior.
Classificação do Àse Ìwòsàn
 M a g n é t i c o
Transmissão de energia fluídica do próprio mediador associado ao fenômeno natural magnético e espiritual.
E s p i r i t u a l
Na transmissão do Àse Espiritual o receptor não recebe fluído magnético do Doador, mas outra energia mais elevada vindo do mundo de Òrun. O Assistido sensível percebe a presença desses Olóores, grandes Benfeitores que socorrem todos aqueles que o invocam. Eles são nossos guardiões.
 
 M e d i ú n i c o:
Essa energia fluídica é transmitida no momento em que o mediador está em transe.
 M i s t o
O Àse é associado com a energia fluídica do Receptor e do Olóore Ángèlí. A combinação é muito maior do que no passe puramente magnético e seus efeitos bem mais salutares. Este é o tipo de Àse Ìwòsàn que é aplicado durante um culto espiritual, ou seja, numa Reunião Mediúnica. Eles agem aumentando, dirigindo e qualificando nossos fluídos. 
C o l e t i v o
Os Mediadores irão erguer as mãos na direção da multidão, orar em pró dos enfermos e da coletividade presente. As bênçãos virão dos céus e povo mediante a essa energia fluídica receberam as graças. Nesse momento de cura e libertação diversos fenômenos sobrenaturais ocorrem e tanto os Doadores quanto os receptores são beneficiados pelos deuses. A cura verdadeira das enfermidades está relacionada ao processo de reajuste do Espírito, que pode extrapolar o limite de tempo de uma reencarnação, sendo o Àse ìwòsàn apenas um instrumento de auxílio. O Receptor deve estar consciente que o Amor, o perdão e o ajuste comportamental contribuem para a sua evolução e a cura espiritual. O sofrimento, as dores emocionais são experiência para o nosso aperfeiçoamento.
IRRADIAÇÃO MENTAL
Irradiação mental é usada quando enviamos nossa energia vital para uma pessoa que não está presente naquele local.
O Àse Ìwòsàn pode ser feito a distância utilizando fotos ou nome completo da pessoa enferma. Alguns utilizam a figura humana feito com argila, cera, madeira, papel ou roupa para realizar uma magia, uma oração de cura e libertação. A ação espiritual é o mesmo. Se o enfermo não pode ir num local apropriado para receber esse benefício. Os Olóores vão até a pessoa socorre-la e dar assistência. A equipe de médico espiritual irá tratar o paciente de acordo com a necessidade. Se for preciso realizar uma intervenção cirúrgica estão sempre pronto.
O S o p r o
O Sopro também é uma técnica baste usado no tratamento de cura e libertação. O Sopro pode ser direcionado em cima da enfermidade, no Chákra Coronária e Cardíaco. Os nativos Ameríndios, os africanos, os mesopotâmicos, os umbandistas, os cristãos, os candomblecistas e outras religiões utilizam desses recursos naturais da Antiguidade. Os grandes Mestres de luz conhecido como Preto velho e os Pajés utilizam a fumaça do Cachimbo para eliminar as energias nocivas, combater as enfermidades, aliviar dores, aflição, depressão, equilibrar o psicológico e o psíquico. O sopro carregado de energia magnética é direcionado para o Sistema Nervoso Central e distribuídas em outros órgãos do corpo físico através das correntes sanguíneas restituindo a nossa Energia Vital.


O Doador de Àse Ìwòsàn  deve executar essa transmissão energética sem necessitar de entrar em transe, receber alguma identidade espiritual, não precisa falar, aconselhar ou transmitir mensagens ou visão ocorrida durante a transmissão de Àse Ìwòsàn.
O Àse Ìwònàn deve ser silencioso, discreto, sem tocar no paciente, sem desenhar símbolos no chão e sem estar em transe. A transmissão da energia se dá através de aura a aura, o uso dos símbolos mágicos é opcional, pode ser feito no ar sobre a coluna  vertebral e o estômago sem tocá-la.
Não há necessidade de o Doador Fluídico receber Àse Ìwòsàn de outro médium ao final da ação, a pretexto de revitalização porque o Doador também é assistido e beneficiado. Poderá haver cansaço físico, mas não desgaste fluídico porque é recarregado automaticamente. O cansaço desaparece assim que tomamos água, fazemos nosso banho higiênico e dormimos. Durante o sono a nossa mente descansa, relaxamos e a nossa energia é restabelecida.
Olhos Magnetizadores
Podemos atrair energias positivas ou negativas e transportá-las para onde desejamos. Essa energia pode curar ou matar depende da sintonia que está no momento. Nossos olhos contêm grandes poderes, essa descoberta fantástica foi feitas pelos nossos Ancestrais na Idade Neolítica quando o homem passou a domar e domesticar os animais olhando firme nos olhos. Consegue conhecer uma pessoa por completa apenas nos olhos. Os nossos olhos é a nossa identidade.
Quando uma energia é negativa ou de má qualidade, pode criar bloqueios no sistema energético causando enfermidades em órgãos predispostos. Além disso, pode provocar desequilíbrios no sistema de produção da química orgânica (metabolismo), como no caso dos neurotransmissores, gerando estados que poderiam ser descritos como espírito negativo, causando desde irritação dermatológica, mau humor até ao estados depressivos e outras enfermidades no corpo físico. Também teria possibilidades de provocar dificuldades de concentração, insônia, pesadelos, enxaquecas e os mais diversos tipos de mal-estar.
O próprio ser humano atrai energia nociva porque não policia os seus atos do dia a dia, não disciplina o seu comportamento emocional.
A ciência comprovou um tratamento natural eficaz, curadora e sem custo financeiro é a doação da Energia Vital.
A Energia Vital é Uno, mas recebeu diversos nomes e técnicas de aperfeiçoamento no decorrer dos tempos. Para os místicos Afro-Summer é Àse Ìwònàn, para os hindus Prana, Kimpara para os japoneses, Chi para os chineses, Cura Prânica, Johrei (Igreja Messiânica), Passe Espírita e Magnetismo (Religião Espírita), Orgônio para Wilhelm Reich, Energia Cósmica para os Brasileiros, Pneuma pelos Gauleses, Àse para culto afro-brasileiro, Ka pelos antigos Egípcios, Energia Bioplasmática para os Russos, Baraka para os Islâmicos, Ruach para os Judeus, Elan Vital pelos Franceses, Orenda pelos Índios da América do Norte, Reiki uma técnica aperfeiçoada pelos japoneses etc.
imagem Fernando Martinho - Rev. Crescer
 
Rainna Tammy Autora do texto - Direitos Autorais

sábado, 23 de janeiro de 2016

Somos Alegria da Grande Mãe-terra



Foto: Revista Galileu/Globo 

Somos o responsável pela construção dos nossos momentos de alegria e de felicidade. Os bens materiais que conquistamos não são nosso apenas administramos e zelamos por tudo que conquistamos no decorrer da nossa vida.
Estamos no Planeta Terra para enfrentar desafios, conquistar e experimentar um pouco de cada coisa que buscamos no dia a dia. Cada conquista é muito importante para nós porque passamos conhecer melhor o nosso potencial. Ninguém nasceu para sofrer ou para ser infeliz. Se explorar o que a Mãe-terra oferece descobrirá o tesouro imenso que há.
Estar feliz faz bem ao nosso corpo, mente e espírito. A alegria fornece um antídoto ao nosso organismo bem-estar geral. Tudo que deseja faça e viva Agora. Se a alegria desapareceu da sua vida, reflita sobre o motivo, auto perdoe, perdoe o seu próximo, leia livros de autoajuda, assista vídeo e filme de comédia, cante, procure curtir tudo que há na natureza, grite, faça meditação e chore se desejar. Após caminhar na trilha em busca da felicidade verá que foi muito bom essa busca do eu interior e que os momentos felizes são gratificantes porque demonstra a importância da superação, que as dores são temporários, pode nos lapidar e nos fortalecer.
A perca caminha de mãos dadas com a evolução. Temos que perder para depois ganhar, temos que ofertar e ser grato(a) ao Universo para depois receber as bênçãos, temos que colocar nosso projeto em ação para depois ver o sucesso. A perca e a vitória caminham juntas. Sempre após o choro vem o momento de alegria e de felicidade. Após cada morte que ocorre na nossa vida vem o renascimento, etapas importante que todos nós temos que passar. Há momento que estamos no vale das sombras, momentos que estamos no inferno e momento que estamos no paraíso. Portanto tudo na nossa vida é impermanente, nada é eterno, apenas temporário. Temos que aproveitar cada momento de felicidade com sabedoria porque não sabemos se vamos estar vivo no dia seguinte. Todos nós temos duas passagem de viagem: vinda e retorno. A sua viagem aéreo pode está agendado para hoje ou para amanhã e não tem como adiar. Você já está preparado para retornar à sua terra natal, a Cidade das Estrelas? O que você fez durante esse passeio na Terra? Qual foi a sua contribuição na sociedade? Na sua bagagem o que você está levando? Quais são as recordações que você vai deixar para o seus ente queridos?
Tudo que pertence a Terra deve permanecer na Terra, nada de coisa material você leva, apenas o Arquivo mental poderá colocar na bagagem. Mas enquanto está na Terra poderá gozar de toda riqueza que há, pode usufruir da beleza da natureza e viver da maneira que achar melhor. Porém, nunca deve apegar em nada que pertence a Terra e nem nas pessoas que ama.
nada existe fora do Agora. O futuro é um Agora imaginário, projeção da nossa mente.

Autora: Rainna Tammy

sábado, 16 de janeiro de 2016

Tudo nesta vida é impermanente


Desde os tempos imemoriais, dois mistérios fascinam e desafiam o pensamento humano: nascimento e morte.
O ser humano sempre buscou as respostas para desvendar seus mistérios. Quem sou? De onde eu vim? Para onde vou?
Vida e morte são indissociáveis. São dois momentos de um mesmo ciclo universal e tanto mais valorizamos a vida, porque temos noção da sua finitude.
A vida é uma sucessão de estudo de consciência, desde a consciência do nascimento até a consciência da morte.
A morte está sempre presente em toda a vida e de várias as formas.
Segundo Kovács (1992), "Os tibetanos dizem que não há ser humano que não tenha retornado da morte. De fato, todos nós morremos várias mortes antes de virmos para esta encarnação.
Aquilo que chamamos de nascimento é apenas o lado inverso da morte. (...) o ser humano tem de passar pela experiência da morte antes que ela possa nascer espiritualmente. Simbolicamente falando, deve morrer para o seu passado e ego, antes que possa tomar o lugar na nova vida espiritual. Durante a vida tem que cultivar pensamentos e ações, preparar-se mentalmente para que esse processo possa influenciar no momento da morte e pós-morte. Fenômenos de nascimento e morte ocorrem várias vezes, pois há sempre algo que nasce dentro de nós. (...) A morte é portanto, apenas uma iniciação numa outra forma de vida além daquela cujo fim representa".


Para Vera Saldanha (1996), " (...) o próprio desenvolvimento do ser humano, dentro de cada existência, é galgada através de mortes e renascimentos, ao iniciar-se pela morte da vida intra-uterino para ganhar mais luz, mais espaço e novas experiências; a morte do aleitamento materno, para renascer novos sabores e ganhar alimentos diversificados; a morte da dependência simbiótica com a figura materna, para conquistar um mundo novo, através do engatinhar, andar e falar; na puberdade, a vida surgindo com todo o seu esplendor e fertilidade, mas deixando atrás de si um corpo infantil que se viu invadido por novas formas; a morte da bissexualidade (...) e assim sucessivamente. Renasce, a cada instante, um ser novo, mais capaz, mais forte e sábio, quando aceitou suas mortes anteriores".
A morte seja ela física ou emocional, é vivenciada através de etapas. Em cada uma das etapas, o indivíduo acessa conteúdo diferente e nova consciência.



Platão (428? - 348? a.C) citado por R. A. Meody, difini "a morte como a separação da parte incorpórea da pessoa viva, a alma, da parte, o corpo. A alma assim liberta não está sujeita a limitações do tempo, que é um dos elementos do reino físico, sensível, mas move-se em reinos eternos, atemporais. Vê o corpo como uma prisão da alma e a morte como libertação. De acordo com Platão, a alma vem ao corpo físico proveniente de um reino superior e divino do ser e no momento do nascimento, esta alma nascida no corpo, regride de uma consciência maior para um estado bem menor consciente. Nesse meio tempo esquece a verdade que sabia no estado anterior, fora do corpo. Com a morte desperta, e relembra esta verdade, pensa e raciocina mais facilmente, e reconhece as coisas na sua verdadeira natureza.
Neste sentido, por esta leitura de Platão, a morte pode ser vista como um revés de um parto ou renascer para este mundo superior. Todavia, Platão diz também que a linhagem humana é insuficiente para expressar a sobrevivência depois da morte, diz que a nossa alma aprisionada pelo tempo-espaço e exatidão dos sentidos físicos como visão, audição, paladar etc..., não consegue aprender o caráter verdadeiro do que está além do mundo físico".
Eptein (1998) tratando da questão morte no judaísmo, "nós somos feitos a imagem e semelhança de Deus, como nos é contado no início do livro Gênesis. Imagem de Deus significa que trazemos dentro de nós a semente de nos tornamos imortais. Semelhança significa que nascemos com a virtude, moralidade e verdade de Deus".
J. Y. Leloup diz que tanto o amor quanto a morte nos leva ao essencial e que vale para um também serve para outro. Em seu livro " Arte de morrer" citando a tradição budista, diz que a morte não é o fim da vida, mas o fim de uma ilusão, a libertação do sofrimento, do encadeamento de causas e efeitos.
É a razão pela qual a morte é um momento abençoado, o momento mais sagrado da existência porque é, finalmente, a ocasião de entrar em um espaço ilimitado. É o momento em que a realidade é, por fim, revelada". Na tradição budista a morte é uma passagem, ocasião do despertar.
Leloup afirma que "somos também polaridade celeste e o momento em que a terra se dissolve, se de compõe, talvés seja o momento de abrir-nos para o amplexo do celeste em nós próprios, pouco importando que lhe demos o nome de Self, completamente outro, clara-luz ou uma outra consciência".
Para Freud, "O temor da morte deve ser considerado como análogo ao temor da castração, e que a situação à qual o ego reage, é o estado de ser esquecido ou abandonado pelo superego protetor - pelas forças do destino - põe fim à segurança contra todos os perigos". 
Os egípcios acreditavam que cada pessoa tinha um corpo físico e um ‘ka’ – uma força de vida que continuava após a morte. Este 'ka' precisaria da mesma sustentação que uma pessoa viva, além de entretenimento e os instrumentos de seu comércio. Todos estes itens eram colocados em sua tumba. Principalmente, o 'ka' precisaria se reunir com o corpo físico, e é por isso que os corpos eram mumificados. Os mortos tinham que se juntar ao seu 'ka' para alcançar vida depois da morte mas, como o corpo físico não poderia fazer a jornada da tumba para o submundo, o ‘ba’ da pessoa, ou personalidade, o fazia.
Quando o 'ba' e 'ka' se uniam, eles faziam a jornada final para o céu, luz do Sol e estrelas, onde os mortos ressuscitavam como um ‘akh’ (espírito) e viviam para sempre.
No Hinduísmo, acredita-se que a alma avança para outro corpo antes da morte, como se corpo se livrasse de roupas usadas. Este é um ciclo infinito mudando de corpos continuamente até a quebra deste rito de passagem para o nirvana.


A morte é uma mudança para um estado de consciência diferente.
O morrer é " como uma tentativa de se dar completamente à luz antes de desaparecer". segundo a visão de Michel M'uzan.


Para os luteranos "A morte significa o fim da vida do ser humano, jamais o fim de seu ser. Cada ser humano é participante da história de Deus neste mundo, e sua existência é única e jamais será aniquilada para sempre. Na explicação do primeiro artigo do Credo Apostólico, no Catecismo Menor de Lutero, diz-se: "Creio que Deus me criou a mim e a todas as criaturas ...". A partir dessa confissão de fé se pode concluir que o ter existido é insubstituível, mesmo que essa existência tenha sido breve. Participar da história de Deus, mesmo dentro de um tempo finito, é viver para sempre na memória do Deus criador, eterno e infinito. Por mais que tenhamos fé no Deus da vida e na ressurreição conquistada por Jesus Cristo e prometida a quem o segue, quando a morte chega, nós nos confrontamos com a dor, o sofrimento, o sentimento de vazio e a saudade. As pessoas cristãs creem que nada as pode separar do seu Senhor, Jesus Cristo, nem mesmo a morte. Elas sabem também que a morte é a mais profunda inquietação da sua fé. Por isso, necessitam de um ritual que as ajude a se despedir da pessoa falecida e a entregá-la nas mãos de Deus, a cuidar amorosamente da família enlutada e a articular sua fé diante da perda". Para os kardecista a alma sobrevive, a Doutrina Espírita tem como diferencial em relação as outras Doutrinas Espiritualistas, a clareza com que explica a condição do espírito após a morte, colocando os seguintes conceitos:
Manutenção da individualidade, ou seja, consciência das coisas, manutenção dos sentimentos e das características de cada um de nós; possibilidade de comunicação entre os desencarnados e encarnados;
pluralidade das existências, ou seja, progredimos através de várias vidas; o entendimento da Lei de Causa e Efeito, que nos dá a tranquilidade de saber que só colhemos aquilo que plantamos; a Doutrina Espírita como um todo nos leva a ter uma fé consciente na Justiça Divina e ter esperança no futuro.
Os místicos esotéricos Afro-summer acreditam que todos nós morremos várias mortes antes mesmo de vivermos no plano Terra. Nesse processo de morte adquirimos experiência para a nossa evolução física e espiritual. A morte não é o fim da vida, mas o fim das ilusões, despertar da consciência para uma nova vida no mundo material e no mundo espiritual. Tornamos um novo ser a cada instante que renascemos.


Após a morte do corpo físico podemos   prosseguir vivendo em outra dimensão vibratória, com os sentimentos adquiridos, com a visão espiritual ampliada. Estamos ciente que a vida continua no plano espiritual e podemos retornar o plano físico se caso necessário for.


A crença em reencarnação está mais forte do que nunca. Apesar de ser difícil obter estatísticas exatas, uma pesquisa do Instituo Gallup em 1991 mostrou que 25% dos americanos acreditavam no renascimento da alma em um novo corpo.
Há mais opções do que nunca para explorar vidas passadas, incluindo a terapia de regressão. Isso funciona com a premissa de que a causa dos problemas de um paciente possa ser o resultado de uma experiência traumática de uma existência anterior.

Autora: Rainna Tammy

Fonte de pesquisa:



E a vida continua (Filme completo) https://youtu.be/xTcDjS0guyE

 
Funeral cristão: fundamentos e liturgia/ [organizado por Erli Mansk] - São Leopoldo: Sinodal. Porto Alegre: IECLB, 2010.

GOLDIM, José Roberto et all. Bioética e espiritualidade. Porto Alegre: Edipucrs, 2007 (Coleção Biótica, v. 1, 97 - 101).

GRIBEL, Rose. Minha vida no mundo dos espíritos: testemunhos, 9 ed. São Paulo: Pensamento, 2000, p.79.

Livro Tibetano dos mortos: https://youtu.be/77mcGDxMhSg

MACIEIRA, Rita de Cássia. O sentido da vida na experiência de morte: uma visão transpessoal em psico oncologia. 2 ed. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2007.

SIMONETTI, Richard. Vencendo a morte e a obsessão. 6 ed. São Paulo: Pensamento, 1998 (Coleção Espírita, p.78 - 79).


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

As religiões matrizes africanas no Brazil



A miscigenação  contribuiu para as diversidades culturais. Cada Estado, cada cidade brasileira tem a sua história, sua tradição, seu costume, seu linguajar, sua gastronomia. Os nativos e os africanos tiveram grande participação histórica no contexto e no desenvolvimento do Brasil.
Nas terras do pau-brasil foram criadas diversas religiões matrizes africanas que ganharam força, poder, inovação e seguidores:



Babaçuê/Batuque-de-mina/Jeje-nagô: é um culto religioso afro-ameríndio popular do Norte e Nordeste do Brasil em especial nos Estados do Amazonas e do Pará. Religiões afro-brasileiras que cultua deuses yorùbá (Òrìsàs) e ìnkises.
A mistura com a tradição Nagô/Yoruba não acontece apenas no Brasil, na Mãe África no antigo Daome região do povo Jeje (Fon/Ewe) alguns dos Voduns cultuados são de origem Nagô trazidos pelo povo Ewe que migrou da Região de Oyo, para o antigo Daome, trazendo consigo seus Deuses Orixás, que no antigo Dhaome acabaram sendo chamados pela nomenclatura Fongbe de Voduns. Portanto essa diversidade no culto vem desde a África e seria impossível desfazê-la, no Brasil quase não se tem noticias de terreiros que cultuem apenas Voduns e sendo alguns Voduns de origem Nagô, não podemos falar de pureza no Jeje do Brasil, pois não existe.
Batuque: é uma forma genérica de denominar as religiões afro-brasileiras de culto aos Òrìs encontrada principalmente no Estado do Rio Grande do Sul e se estendeu para os países vizinhos tais como Argentina e Uruguai. O batuque é fruto de religiões dos povos da Costa da Guiné e da Nigéria, com as nações Jêje, Ijexá, Oyó, Cabinda e Nagô.



Cabula/Candomblé-de-cabloco ·é uma religião afro-brasileira surgida no final do século XIX, na Bahia fruto das tradições do povo Male, Bantu e da religião cristã kardecista., A cabula é uma modalidade derivada da nação Angola que incorporou o culto dos antepassados indígenas e é considerada como precursora da Umbanda. Essa vertente desenvolveu-se principalmente nos Estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Candomblé de Caboclo é todo candomblé que além do culto aos Òrìsàs ou nkisis, cultua também os ameríndios chamados de entidades, catiços ou caboclos boiadeiros e gentileiros. Inicialmente na Bahia os Candomblés não tradicionais, eram na maioria caboclos, que é um misto de Ketu, Jeje e Angolandomblé de Caboclo.


 Candomblé é uma religião derivada do animismo africanizado criada no Brasil. onde se cultuam os Òrìsàs ou Inkisis, dependendo da nação. O povo-de-santo multiplicou e podemos encontrar na Argentina, na Alemanha, Colômbia, Espanha, Itália, no México, Panamá, Portugal, no Uruguai e na Venezuela.
Candomblé Bantu é uma das maiores nações do candomblé. Desenvolveu-se entre escravos que falavam Kimbundu, Umbundu e kikongo. O Deus Supremo do povo Bantu é Sukula e o idioma mais usado é o zulu, kikoongo e watu. Acreditam que os bantus é originário da nação dos Camarões e do sudeste da Nigéria. A religião está associada com indígena africana, catolicismo, islamismo, budismo judaísmo etc.
Candomblé Ketu é a maior e a mais popular "nação" do Candomblé, uma das Religiões afro-brasileiras que nasceu na cidade de Salvador no século XIX. Associou o culto aos Òrìs e a religião católica.
Candomblé Djedje/Jeje: é o candomblé que cultua os Voduns do Reino de Dahomey e os Òris Yorùbás. Associou o culto da África Ocidental, África Central com a realidade do Brasil. Àjeji que parecia ser estranho ganhou força e reconhecimento no Maranhão, Bahia e outras cidades brasileiras. Essas divindades são complexa e elevada Mitologia Fon.
Candomblé Angola: os seguidores da religião afro cultuam os Inkisis, os santos da religião católico e os elementais da natureza. Seu Deus Supremo Nzambi Npungu e o idioma falado durante os ritos ritualístico é o umbundu, kinbundu, ambundu etc. Alguns líderes religiosos do culto afro associou a cultura do Reino do Congo com o Reino Angolense e a cultura brasileira.
Candomblé Vodu/Voodoo: é uma religião tradicional da costa da África Ocidental, da Nigéria a Ghana. O vodum é praticado pelos Ewe, Kabye, Mina, Fon, e pelos povos yorùbás do sudeste do Ghana, sul e centro do Togo, sul e centro do Benin, e sudoeste da Nigéria. Cultuam O Sol, a Lua, os Loas/Lwa (deuses) e os ancestrais. No Brasil o candomblé vodu foi adaptado de acordo com a nossa cultura e a nossa realidade.


Culto aos egunguns:  é o culto aos Espíritos Ancestrais, onde apenas homens podem participar dos ritos ritualísticos Egungun, mas na sociedade matriarcal nativo africano Gèlèdé na religião yorùbá conhecidas como as Agbas e as Yami podem cultuar e evocar os Espíritos Ancestrais.
Segundo a tradição, o culto de Egungun é originário da região de Oyò, na África. É um culto exclusivo de homens, sendo Alápini o cargo mais elevado dentro do culto, tendo, como auxiliares, os Ojés. Todo integrante do culto de egungun é chamado de Mariwó. Segundo a lenda o Òrìsàs ngó é o fundador do culto a egungum. Somente ele tem o poder de controlá-los, como diz um trecho de um Itan:
Em um dia muito importante, em que os homens estavam prestando culto aos ancestrais, com Sàngó à frente, as Yami fizeram roupas iguais às de Egungum, vestiram-na e tentaram assustar os homens que participavam do culto. A partir daquele momento a yami Oyá foi reconhecida pelos homens como a yami poderosa capaz de controlar e tem o domínio sobre um egungun e sobre os homens. 

Culto de Ifá ·  é uma religião africana, nascida na Nigéria há aproximadamente 12.000 anos. Essa religião cultua única e exclusivamente os Òrìsàs. Seu panteão de Òrìsàs é maior do que o panteão do candomblé. Essa religião cultua mais ou menos 4.000 Òrìsàs. A maioria desses deuses são estranhos nas terras brasileira enquanto, que outros receberam outros títulos e funções. O culto de Ifá é um sistema divinatório, empregado na África e nos países para onde foi disseminado para decisões de cunho religioso ou social. Utiliza três técnicas diferentes (Opelê, Ikins e Merindilogun), que têm em comum os Odú-Ifá, os signos.
O divinador estuda as técnicas do sagrado oráculo que são 256 odù's de Ifá, a interpretação é passada pelo Afolabi e no momento do jogo o divinador entra em contato com Elà, a divindade da pureza e recebe a orientação de Òrunmìlà, o deus do destino que estará supervisionando todo o processo de consulta.

Encantaria Terecô/Mata/Encantaria de Barba Soeira, é uma forma de pajelança afro-ameríndia, praticada sobretudo no Piauí, Maranhão e Pará. Em seus rituais, são cultuadas divindades de origens diversas, tais como africanas Inkises e Orixás, ameríndios, cultua o Sol, Jeová como deus único, Espírito Santo e na Virgem Maria. Diferente da Umbanda, na qual as entidades são espíritos de índios, escravos, etc, que desencarnaram e hoje trabalham individualmente (geralmente usando nomes fictícios), na Encantaria, as entidades não são necessariamente de origem afro-brasileira e não morreram, e sim, se "encantaram", ou seja, desapareceram misteriosamente, tornaram-se invisíveis ou se transformaram em um animal, planta, pedra, ou até mesmo em seres mitológicos e do folclore brasileiro como sereias, botos e curupiras. Na Encantaria, as entidades estão agrupados em famílias e possui nome, sobrenome e geralmente sabem contar a sua história de quando viveram na terra antes de se encantarem.

Jurema-de-terreiro/Catimbó de terreiro é a designação comum à linha de Catimbó-Jurema que tem seus rituais processados em um terreiro, ao som dos tambores e atabaques. Esta modalidade de culto apresenta uma mas viva influência africana em sua composição, ao contrário das demais linhas do catimbó-jurema, que são, predominantemente, de origem indígena e católica.

Omolokô é uma religião sincrética praticada no Brasil tendo como base elementos africanistas, espíritas e ameríndios. Tambor de Mina é a denominação mais difundida das religiões Afro-brasileiras no Maranhão, Piauí, Pará e na Amazônia. A palavra tambor deriva da importância do instrumento nos rituais de culto.
Santeria brasileira: Considerada por muitas pessoas uma sociedade secreta conhecida como seita. O mediador é identificado como santo que serve de cavalo para as divindades Òrìsàs e os espíritos ancestrais. Eles associaram a religião nativa Ewe-fon povo yorùbá e a religião cristã europeu.
O que difere das demais religiões afro-brasileiras é o uso de velas conjuradas, velas de intenção, veves, pregos, ritos vodu e mandalas. As velas conjuradas são componentes essenciais nos trabalhos da Santeria. Também usam o oráculo como meio de orientação sagrada, ervas, sementes, poções mágicas, bebidas sagradas, amuletos, patuás e a sua tradição religiosa é transmitida oralmente para os membros do culto.

Tambor de Mina é a denominação mais difundida das religiões Afro-brasileiras no Maranhão, Piauí, Pará e na Amazônia. A palavra tambor deriva da importância do instrumento nos rituais de culto. Mina deriva de negro-mina, de São Jorge da Mina, denominação dada aos escravos procedentes da “costa situada a leste do Castelo de São Jorge da Mina” (Verger, 1987: 12) , no atual República do Ghana, trazidos da região das hoje Repúblicas do Togo, Benin e da Nigéria, que eram conhecidos principalmente como negros mina-jejes e mina-nagôs.

Terecô/Tambor da Mata/Encantaria de Barba Soera é a denominação de uma das religiões afro-brasileiras da cidades de Codó no Maranhão e Teresina no Piauí, derivada do Tambor-de-mina semelhante ao Candomblé. Os feiticeiros de Codó desempenham funções de rezadores e curandeiros. Cultuam os ameríndios e integram elementos de tradição religiosa africana Jeje-nago.
Umbanda é uma religião heterodoxa brasileira, cuja evolução do polissincretismo religioso existente no Brasil, resultado de motivações diversas, inclusive de ordem social, que originaram um culto à feição e moda do país. A Umbanda é raiz do Candomblé, do espiritismo, catolicismo e ameríndio. Não fazem sacrifícios de animais, apenas utilizam de recursos naturais nas magias de cura, energias dos quatro elementais, energias vitais e energias espirituais. 


Xangô-de-Pernambuco: é semelhante o Batuque do Rio Grande do Sul. Os pernambucanos cultuam Xangô e E como principais Òrìs.
As perseguições religiosas contribuíram para o aumento do culto afro no Brasil. A religião deixou de ser a religião apenas dos pobres, atualmente a religião afro-brasileira passou a ser a religião das elites, não só no sul, mas em todo Brasil. Cada religião foi criada de acordo com a necessidade do momento, da realidade regional e do legado dos antepassados.
A religião afro-brasileira é perfeita, encantadora, que deve ser preservada e manter viva. Os pais devem conscientizar sobre a importância da participação das crianças desde cedo em todos os ritos ritualísticos porque serão elas que irão dar continuidades nos trabalhos mágicos e manter viva a nossa história.
Umbandomblé: É uma associação dos conhecimentos do Candomblé com os conhecimentos da Umbanda. As tradições de diversas nações africanas reinam juntas. É uma religião que vem crescendo apesar que muitos umbandistas dizem pertencer a Umbanda, mas a presença de ritos ritualístos do Candomblé estar presente no seu dia a dia. Nenhuma religião é errada ou está errada por adotar uma formar de trabalhar. Todas merecem respeito e amor.
Vale do Amanhcer é uma religião místico-esotérica que associaram a cultura africana egípcia e yorùbá, judaica-cristão, ameríndio e o cristianismo. Outras religiões matrizes africanas continuarão atraindo as pessoas de todas as classes sociais e lugares. As religiões virão com uma filosofia Espiritual inovada porque serão lideradas por uma Equipe Espiritual Celestial. As pessoas serão conduzidas para um Caminho de Luz, consciência racional e harmonia interior. Haverá uma Nova Ordem no Plano Terra, o ser humano viverá de forma igualitária, será saudável, alegres, livres para pensar, construir um reino justo, de amor e de paz. A transformação não ocorre repentinamente, mas de forma lenta porque o cérebro estão os arquivos de toda a nossa vida, desta e de outra reencarnação. Provavelmente, a Regeneração humana ocorrerá no ano 6 ou seja, 2058 (20+13= 33). Todas as energias elementais da natureza e os seres humanos vão estar em conexão, o Divino reinando a Terra, onde os cultos serão universais cósmicos. A Comunidade Terrena Uno terá uma religiosidade voltada para um Deus Uno Universal.
Autora: Rainna Tammy
Fonte de pesquisa:
https://youtu.be/HNYtZgG7VVA

Angola & Yorùbá - Cântico: https://youtu.be/E8CLME7mI6g

Batuque Gaúcho – Jeje-Ijexá: https://youtu.be/KccphQFDWfA

Batuque – Pelotas – RS: https://youtu.be/QNiwt9969ck

Batuque – visão Antropológica: https://youtu.be/ROOj5fu31cM

Batuque Oyá: https://youtu.be/9Jo2Ta6jmHg

BRAGA, Reginaldo Gil. BATUQUE JÊJE-IJEXÁ EM PORTO ALEGRE - Porto Alegre: FUMPROARTE - Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 1998.

Cambinda: https://youtu.be/wSVwTBAlMms

Candomblé Ijexá – música: https://youtu.be/vnkP_9ekGdE

Catimbó-jurema  - RN: https://youtu.be/ldMiUCG2v1Q

Encantaria de Caboclo: https://youtu.be/XB6dman0Jl4


Bita - Codó – Maranhão: https://youtu.be/uglL42874yw
Encantaria/Codó (MA) - João-da-mata: https://youtu.be/pUcWgi4R0zs

História das Religiões Africanas: https://youtu.be/1kP5oX50SDU
 
Nova geração/crianças das Estrelas: https://youtu.be/lvgFNZ1iRDM

https://youtu.be/t9vwR9OW02E

https://youtu.be/jz6uYgnz1jU

Voodoo Goge - África: https://youtu.be/f3OQxXbQd4g


Saída de Yarlei de Ayrá – RJ: https://youtu.be/vgvVXHvXGNU

ARÀ MÁDÀRÁ Rum de ogum (joãozinho): https://youtu.be/9zGAk0xv93E

ORO, Ari Pedro: AXÉ MERCOSUL -  Petrópolis: Vozes, 1999.

Religiões matrizes africanas: https://youtu.be/tSbl2LwFB1s


VERARDI, Jorge. AXÉS DOS ORIXÁS NO RIO GRANDE DO SUL. - Porto Alegre: 1999.


Vale do amanhecer: https://youtu.be/_cs5nkwwXz4

Vale do Amanhecer - Ciganas tagana: https://youtu.be/n8AUNVk1yNM

Voodoo nativo africano – Cerimônia ritualística – Benin https://youtu.be/RDXu8HII6vg

https://youtu.be/NJIEQ2uVX8o

Voodoo – Togo https://youtu.be/4q4wvoq5rB0