segunda-feira, 28 de julho de 2014

Festival de Òsun Òsogbo


Òsun - Arte: André Luiz

É na Nàìjíríà a cidade de Òsogbo, Estado de Òsun, tem um rio sagrado conhecido como Rio Òsun e um templo que homenageia a rainha Òsun, a grande Divindade (Irúnmolè) regente das águas doces e dos nascimentos (Crianças). Ela foi mulher de Sàngó, Ògún, Òsóòsì, Òrúnmìlà e segundo algumas fontes, até do próprio Obàtálá (Òsàlá). É considerada Mãe de Ológùn Ede, o Poderoso Feiticeiro de Ede, filho que teve com Ode Òsóòsì e com Ode Erinlè, segundo outros.
Centenas de pessoas Ìjèsás foram presas, trazidas para o Brasíl, vendidas nos Mercados e tornou escravos. Sua identidade era trocada, um novo nome recebia ao ser batizado por um frei ou sacerdote católico. A religião cristã era imposta pelo clero e pelo seu dono. Tinha que seguir e obedecer todas as ordens clericais e sociais.
Com eles vieram a sua história e sua cultura, mas as suas religiosidades foram proibidas de praticá-las. Apesar dos castigos cruéis e mortes praticadas pelos seus donos, a cultura e a fé não podiam morrer. Criaram estratégias para continuarem cultuar os Imolè. As estatuetas eram feitas de madeira ou argila no momento em que os jagunços estivessem dormindo e enterradas juntamente com as oferendas.
Uma das divindades mais cultuadas na Umbanda, no Candomblé e até mesmo na Santeria em Cuba era Òsun, a deusa do amor e do ouro, senhora de todas as águas doces, rios e cachoeiras.
Òsun, a Vênus Africana é uma deusa da fecundidade, responsável pela procriação e pela continuidade da espécie humana é cultuada pelas donzelas que desejam casar e ter filhos.
Segundo a mitologia africana a mulher que não conseguisse engravidar deveria a cada cinco dias dirigir-se ao rio próximo a sua casa, carregando sobre a cabeça um pote pintado de branco e levar contigo presente a Òsun. Deveria preparar ègbo (milho branco cozido), yánrin (refogado de uma planta popularmente conhecida como serralha no Brasil), èkuru (de inhame com dendê) e èko (pudim de milho branco). Juntar a essas comidas obì e orógbó e, antes da alvorada, levar tudo ao rio, acompanhado por um grupo de crianças cantando em coro. Ao chegarem, deveria encher o pote branco com água do rio, entregar as oferendas nas águas e retornar cantando. A água seria então, despejada num pote chamado Àwè e, nos cinco dias subsequentes, deveria ser usada para banhos diários e também para beber. Muitas mulheres receberam as bênçãos da Deusa Vênus concebendo no seu ventre o filho o que tanto desejava. Elas podem conceber no seu ventre Èjìré/Ìbejì e Doum. Todos os filhos que foram concebidos por intercessão de Òsun gozavam de perfeita saúde porque amamentaram do sangue que transformou em leite.
Na Suméria a deusa da Fecundidade, da Riqueza e do Amor era Inanna. Todas mulheres inférteis recorriam a essa deusa para que pudessem ter filhos, prosperarem nas produções agrícolas. Inanna também ficou conhecida como a deusa Vênus da Suméria, criou oráculo de adivinhação e preparou diversas sacerdotisas. 

  

Yemojá pariu Òsun na profundeza das águas do rio no Odù Òsér’ogbè – Nàìjíríà. O povo a fim de homenageá-la batizou o local e o rio com o nome de Òsun.
As crianças que nascem nesse local recebem o nome de Òsun e na época do festival, as famílias vão buscar a água sagrada do rio  Òsun para ser usado nos seus ritos e rituais mágicos. Os pedidos, os agradecimentos, as oferendas são lançadas nas correntezas do rio Òsun e tocar na água sagrada simboliza bênção da poderosa Iyá mi Òsun.

Cor: Amarelo, Azul e Vermelho.

Animal-totem: Arara vermelha.

Pedra: Pérola, Topázio real amarelo, Pedra-do-rio.

Metal: Ouro amarelo, Cobre e Bronze.

Dia da Semana: Sábado (Ojó Àbáméta) e na Nigéria é no primeiro dia da semana Yorùbá dos quatro dias (Ojó Awo)

Símbolos ritualísticos: Eta (pedras de rio), owó eyo (búzios), àwè (pote de cerâmica para água), aso funfun (pano branco), ide wéwé (pulseiras de cobre), òòyà (pentes de madeira, cobre, etc), Abèbè (leques), Ìrùkèrè (elemento símbolo de realeza), etc.

SAUDAÇÕES:

Ekúàbò Òsun! (Que seja bem-vindo Òsun!).

Pawó Òóré Yèyé o (Aplausos para Mãe da Bondade!!!!.

Autora: Rainna Tammy






domingo, 27 de julho de 2014

Òsanyìn, Ewe-o!


 

 
Òsanyìn é o Òrìsà guardião da floresta, conhece os segredos sagrados da flora. A força vital encontra na raiz principal Axial ou Pivotante e nas ramificações. A raiz é imprescindível à planta, haja vista que além de fixar ela absorve do solo os nutrientes necessários à sobrevivência do vegetal. O caule é um órgão dos vegetais que é responsável por dar sustentação à copa das árvores e transportar a seiva elaborada e bruta produzidas pelas plantas desde as raízes até as folhas.
As folhas tem a função de captar as energias solar e realizar a fotossíntese, permitir que a planta transpire e realizam as trocas gasosas. A planta cresce, floresce, dão frutos, envelhece e morre.
A flor é o órgão reprodutivo das plantas angiospermas. Flores que apresentam órgãos reprodutores de ambos os sexos, masculino e feminino, são chamadas de hermafroditas (ou monóica) e a flor hermafrodita.
Apesar de contribuírem com a beleza da natureza, principalmente durante a estação da primavera, a existência das flores possui um objetivo reprodutivo: contribuir com a produção de sementes do vegetal. Desta maneira, novas plantas são capazes de surgir e crescer.
No Reino Vegetal quem comanda é Òsanyìn, o guardião das folhas(Ewé) sagradas.
Òsanyìn é uma Divindade das folhas, ligada à cura e a magia. Essa divindade bastante cultuada por Curandeiros (Onísegùn) e Magos (Olóògùn). Também está associado com Ìyámi Òsòròngà. 
Na Suméria iremos encontrar história que relata a história da deusa Gula que extraía das ervas essência que era capaz de combater enfermidade do corpo físico e espiritual. A folha era considerada sagrada pela deusa Gula. Era da natureza que ervas eram retirada e manipulada e transformada em Elixir, Xarope, Pomada, Tintura, Cataplasma, Chá para combater enfermidades. Somente a deusa Gula e seus sacerdotes conheciam os segredos das folhas e a Arte de manipular. Tanto a Divindade Òsanyìn quando a Deusa Gula se tornaram padroeiros dos Médicos, Curandeiros e Magos.
 
 Rainna TammyAutora
 
 
 


sábado, 19 de julho de 2014

Obaluàiyé, rei da Terra



Omolú era um jovem vigoroso que desde cedo foi preparado por um grande Oso para tornar um feiticeiro. Omolú tinha um coração generoso, caridoso. Aos cinco anos de idade deparou com a queda de um pássaro que agonizava no solo. Ele pegou-o o pássaro quase sem vida, soprou para que viesse despertar, colocou no centro da sua pequena mão, de repente o pássaro voo e foi embora. Naquele momento a Força vital curadora manifestava naquele pequeno ser. O seu Mestre Oso percebeu que Omolú tinha o Dom de curar a Terra de todos os males, pois nas palmas das suas mãos saiam chama de luzes coloridas e tudo que tocava era curado.
Quando havia algum tipo de epidemia na aldeia Omolú, o salvador pegava a sua vassoura de palmeira para limpar o Ar, as ervas para defumar, água para lavar a alma, o fogo para espantar e eliminar a enfermidade.
Certo dia Omolú recebeu um convite da Aldeia vizinha para uma grande festa e preparou-se para viajar no dia seguinte. Quando acordou viu que o seu corpo tinha sido afetado com a maldita varíola.
Como não podia faltar na festa da Aldeia vizinha, colocou um capuz feito de ìko[1], vestiu-se de palha[2] e foi fantasiado de Sànpònná, mas uma jovem assustada ver o rosto desfigurado, reconhece Omolú e começa a gritar:
- Não olhe no rosto dele para que não seja contagiado pela peste negra.
Naquele momento a enfermidade já se espalha na região no qual Omolú visitava, o povo se revolta e culpa-o por ter levado enfermidades para a Aldeia. Chateado com o acontecido retorna para a sua Aldeia, na região de Taba, socorre todos os enfermos espantando a peste negra. Alguns acreditavam a peste negra foi embora por causa das vestes que usava. Outros acreditavam que as vestes que usava pode enconder a enfermidade do seu corpo, mas a sua Força Vital curadora pode operar milagres que surpreenderam os curandeiros do local.
A enfermidade alastrava por quase todas as regiões da África ceifando centenas de vidas, mas Omolú de Taba, o grande feiticeiro utilizou as suas Forças Vital Curadora, o Àse Ìwòsàn para socorrer o seu povo e as suas mãos de luz pode curá-lo.
A noite já aproximava e cansado vai para o seu repouso descançar, mas ao levantar e ver no espelho percebe que o seu corpo estava limpo e sem manchas. Ele descobre que autocurou.  Omolu venceu a morte e renasceu. 
Omolú veste de enigma e o seu capuz feito de palmeira igi ògòrò pode esconder os mistérios do desenvolvimento e do odor da peste negra.
Por ter salvo centenas de vida, o povo reconheceu e deu o título de Obalúùaiyé, o rei da Terra de Taba[3]. O Rei do Mundo dos encarnados e do mundo dos desencarnados como ficou conhecido. Ele detém o poder dos espíritos e dos ancestrais, os quais o seguem.
Obalúùaiyé oculta sob o saiote o mistério da morte e do renascimento (o mistério do gênesis). O nosso corpo contém energia do solo, pois tudo que alimentamos vem da terra, somos terra e nosso corpo após a morte orgânica se torna adubo ou seja, viemos do pó e pó volta a ser.
Obalúùaiyé carrega consigo um o Sàsàrà, espécie de cetro de mão, feito de nervuras unidas da palha do dendezeiro, enfeitado com búzios e contas usado para captar das casas e das pessoas todas energias negativas. O Sàsàrà é usado para varrer as enfermidades do Plano Físico, as impurezas e males sobrenaturais.

Na Suméria os curandeiros também usavam água, óleo vegetal, argila, fogo, defumação, o sopro, poções e feitiços para combater uma enfermidade, uma maldição ou algum problema de ordem espiritual. Eles ficavam mascarados usando a carcaça de um animal sobre a cabeça, vestiam pele de tubarão ou outros animais, assobiavam, gritavam, pois acreditavam que com gestos aterrorizadores poderiam mandar embora os espíritos maléficos, as doenças ou qualquer infortúnio. Os curandeiros evocavam a deusa Ningirin antes de socorrer um enfermo e pedia para Sibitti, o deus da morte para que se retirasse e retomasse para o submundo o seu lugar.


Número: 7 e seus múltiplos.

Dia da Semana: Segunda-feira / Quarta-feira - dia da Cura e da Libertação;

Cor: preto, vermelho e branco é a cor mais usada. Porém, há outra cor benéfica que pode ser usado numa cura.

PRETO para neutralizar o malefício;

BRANCO para purificar;

VERMELHO – na cromoterapia esta cor é utilizada para cura de depressões, anemias, fragilidade emocional, auto-estima, problemas nas pernas, e problemas circulatórios.

LARANJA – serve para bloqueios na expressão de sentimentos, doenças dos órgãos reprodutores, problemas na bexiga, infecções em geral.

AMARELO - curar os problemas do aparelho digestivo (digestões difíceis, úlceras, problemas de trato intestinal).

VERDE - serve para curar dores em geral, problemas respiratórios, asma, bronquiolites.

ROSA – é usado para equilibrar o emocional e devolver o bem-estar em geral.

AZUL – combate a enxaqueca, acalma o nervosismo, ansiedade, stress, e a insônia.

LILÁS – serve para curar o cansaço geral, medos, fobias, traumas etc.

Amuleto: Sàsàrà

Símbolo: Vassoura de palmeira.

Animal-totem: Cão.

Elemento: Terra.

Data da homenagem: Mês de agosto, dia 25.

Panteão: dos Dermatologistas, dos Enfermeiros e dos Curandeiros.

Oferenda: a pipoca sem sal é colocada em um alguidar (vasilha de barro), enfeitada com pedacinhos de coco e mel. Jogar flores de Obalúùàiyé (pipoca estourada no azeite de dendê) sobre a pessoa enferma restabelecer sua energia vital é uma tradição milenar.

Sincretismo: Na religião africanizada tradicional ou neopagão, a doutrina não está fundamentada no cristianismo e não tem sincretismo. Alguma nação do Candomblé, do Omoloko e da Umbanda há Sincretismo.

Ritual sagrado: Olúbáje (comer juntos para comemorar a vida e dançar sob folhas da mamoneira para comemorar a morte). Todo ser humano morre várias vezes e renasce no decorrer da sua vida na Terra.

Saudação:

Ekúàbò Obalúùaiyé! (Que seja bem-vindo Obaluaê!)

Obalúùaiyé Àyinlógo! (Obaluaê é glorioso e louvável!)

Pawó Aláàbáláse!!! (Aplausos para aquele que tem poder e co manda!!!)

Atótóo! Ódé (Silêncio! Ele chegou).

Arére! (Silêncio!)

Autora: Rainna Tammy

[1] Palha da costa, fibra de ráfia extraída da palmeira igi ògòrò

[2] Sua vestes era composta de duas partes o “Filá” e o “Azé“, a primeira parte, a de cima que cobre a cabeça é uma espécie de capuz trançado de palha-da-costa, acrescido de palhas em toda sua volta, que passam da cintura, o Azé , seu asó-ìko (roupa de palha) é uma saia de palha da costa que vai até os pés em alguns casos, em outros, acima dos joelhos, por baixo desta saia vai um Xokotô, espécie de calça, também chamado “cauçulú“, em que oculta o mistério da morte e do renascimento. Nesta vestimenta acompanha algumas cabaças penduradas, onde supostamente carrega seus pós mágicos de cura e libertação.

[3] Obalúùaiyé tornou um deus-homem após atingir o grau de evolução superior conquistado durante a sua experiência de vida. A maturidade, a idade cronológica contribuiu para que continuasse reinar com sabedoria e usufruir das riquezas conquistadas durante o seu governo. Títulos e méritos foram conquista importantes.
Quando Obalúùaiyé manifesta como idoso é para demonstrar a sua humildade. Omolú e Obalúùaiyé é um Òrìsà Uno. O título diferente apenas para demonstrar estágio da sua vida, período jovial de aprendizagem e Ancião demonstra experiências e sabedorias adquiridas.
As religiões Afro-brasileiras creem que Obaluaiyé é um Òrìsà Jovem "Dono da Terra da Vida" e Omolu é um Òrìsà Ancião, o senhor dos cemitérios, Divindade das doenças.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Òrìsànlá-Obàtálá


  
Òòsà (forma reduzida da palavra Òrìsà) + nlá (lá) = Òsàlà (forma reduzida do nome da divindade Òrìsànlá).
Òsàlà é um título dado a Obàtálá, o Deus Filho da Criação humana, o rei da pureza ética. A vestimenta branca é uma forma de destacar dos outros Òrìsàs. Ele é Supremo e está em conexão com todos os Òrìsàs. É um nome genérico de vários Òrìsà Funfun/Òrìsà de branco, é como são chamados por outros Orixás[1]. Todos os seres humanos são filhos do Deus Filho Supremo Obàtálá. O seu Exército Celestial veste de branco para representar a essência divina presente em todos os seres humano. No Brasil Òsàgiyán recebeu um nome genérico Oxalá jovem e Osàlúfón recebeu o nome genérico de Oxalá ancião.
Òsàgiyán é um Òrìsà jovem, alegre, generoso, solidário e ingênuo, pois não consegue ver maldade nos corações das pessoas.  Ajuda os outros mais se esquece de si mesmo. Acredita que o malefício está presente nos corações daquele ignorante, porém achava que a sua pessoa estava protegido, imune de qualquer impureza maléfica. Após passar por diversos desafios pode comprovar que primeiro deve amar a si mesmo, auto ajudar para depois amar e ser generoso a outras pessoas. Essa experiência contribuiu para a sua evolução, pois é nos erros que adquirimos forças, experiências e sabedoria.
Certo dia, Òsàgiyán vai até o oráculo e um dos Odùs revelava que era para manter vigilante, pois os inimigos estavam tentando destruir e conduzir para o submundo. Os inimigos podem manifestar como um cordeiro indefeso, mas, que agem como lobos famintos e enfurecidos. O brilho, a pureza e a perfeição incomodam os olhos, a mente e o coração dos invejosos. A cautela deve haver para que não seja pego de surpresa e quando tentar lhe pegar cairá sobre vossa armadilha porque você deve ter uma sabedoria multifocal, saber jogar e ter a chave do poder. Manter os seus amigos e inimigos confusos é uma das estratégias muito importante. Outra estratégia jamais permita que a sua vida seja um livro aberto para que as pessoas possam ler e conhecer o seu íntimo. Você deve fingir que foi atingido, foi derrotado ou deve até fingir que está morto durante uma batalha. Agindo dessa forma você ganha tempo para arrumar estratégia para derrotá-lo. Até o presente o momento o ser humano mantém esse comportamento animalesco, são capazes de devorar, matar o melhor amigo por causa do dinheiro, de uma posição social de destaque ou por causa de emprego. 
Òsàgiyán foi enganado por um espírito inferior, mistificador que rotulou como Èsù para denigrir a imagem do Òrìsà Èsù, o Benfeitor. Essa emboscada era para desequilibrar emocionalmente Òsàgiyán, causar rivalidade e duelo entre os Òrisàs. Mas, Òsàgiyán tinha certeza que Èsù não usaria essa estratégia maléfica para prejudicar alguém. Todas essas artimanhas era de um Àlùjònnú Nírèje[2] materializado.
As histórias relatadas entre o povo Yorùbá e o povo hebreus são semelhantes, poderá perceber ao decorrer dos relatos de Òsàgiyan e Yeshua; os sete anos de seca que ocorreu no povoado de Oyá e a seca do Antigo Egito. Tanto Òsàgiyán quando o Mestre Jésù passaram por diversas tribulações, traição e decepções. Nós também estamos sujeitos a passar por esses desafios da vida terrena. Òsàgiyán demonstrou que a sabedoria, o amor e a humildade devem caminhar juntos. A chama por mais que seja pequena mas consegue iluminar a escuridão. O amor perdoa, o amor supera, o amor vence a maldade. A sabedoria conduz ao caminho da liberdade, da paz e da vitória.
Osàlúfón é um Òrìsà que adquiriu experiência, sabedoria no decorrer da sua encarnação na Terra. Costuma manifestar como um idoso para demonstrar humildade apesar da sua grande sabedoria. O Òrìsà Ayrà e outros vestidos de branco  pertencem ao elemento Ar.

Instrumentos mágicos dos Òrìsàs de branco: mão de pilão, pilão, cajado, búzio branco.
Instrumento musical: Chocalho de Igbá, tambor, Gã.
Animais-totem: pombo-branco, galo branco, carneiro branco.
Pedra: Cristal rocha, Pedra de rio, Quartzo-leitoso.
Metal: Ouro branco, prata e alumínio.
Artes: Colar de sementes brancas, plumas de pavão branco, cachimbo e tambor.

Cor: Branco.
Elemento: Ar/Atmosfera
Número mágico: 01, 07
Dia da semana: Sexta-feira.

Oferendas: Canjica-branca com cobertura de clara em neve, arroz doce, escaldado com farinha de milho branco, cebola doce e azeite de oliva, feijão branco, nozes de cola, leite, água, mel, algodão branco, moeda prateada, cocada, rosas e velas brancas. 
Ervas: Algodão branco, manjericão branco, alecrim, rosa branca trepadeira, folha de coqueiro do Brasil, folha de milheiro branco, saião etc. 
Panteão: dos pastores (criadores de ovinos) e pai das invenções.
Símbolos: Òsóró (cajado), saco da criação e os Universos.
SAUDAÇÕES: 
Obàtálá Àyinlógo! (Obàtálá é glorioso e louvável!)
Pawó Aláàbáláse!!! (Aplausos para aquele que tem poder e comanda!!!)
Autora: Rainna Tammy.




[1]Oxalá = exprime desejo de realização de um fato; tomara; queira Deus.
Etimologia: Do árabe إن شاء الله (in shaa Allaah): se Deus quiser.

[2] Espírito engador, máléfico, trapaceiro.


Fonte de Pesquisa:


Shrine Obàtálá - Nigéria http://youtu.be/0gOaxnUeJZU?list=RDYB7lztYu6so