sábado, 28 de junho de 2014

Ìtan Òsóòsì & Òsányìn


Òsóòsì é um Òrìsà africano da Arte, do Combate e da Defesa, Provedor de Abundância, Guardião do Ecossistema. Òsóòsì, o feiticeiro de Ifá representa os homens coletores da Idade Paleolíticos.
Segundo a mitologia do povo Yorùbá relata que um pássaro grande rondava e causava pavor numa aldeia situado no Ifè. O povoado acreditava que seriam as Ìyámi Òsóòròngà poderia está arrumando armadilha ou laçando maldição no povoado. Visto que o rei deixou de oferecer parte da colheita, elas ficaram furiosas pela injustiça.



De repente, um grande pássaro de olhos cor de fogo pousou sobre o Palácio, lançando os seus gritos malignos. Todos se encheram de pavor, prevendo desgraças e catástrofes. O Rei então mandou Ìlàrí (mensageiro) buscar um guerreiro famoso da região de Ìlárá, que, arrogante e cheio de si, errou todas as suas investidas, desperdiçando suas 50 flechas. Chamou desta vez, das terras de Òsogbo, com suas 40 flechas. Embriagado, o guerreiro também desperdiçou todas suas investidas contra o grande pássaro. Ainda foi convidado para grande façanha de matar o pássaro, das distantes terras  de Òsóògùn região de Òyó, o guerreiro das 20 flechas. Fanfarrão, apesar da sua grande fama e destreza, atirou em vão 20 flechas, contra o pássaro encantado e nada aconteceu. Por fim, todos já sem esperança, resolveram convocar um Ode da cidade de Ìresà que pertencia a Clã Ìresàdú, mas o osó Ìresàdú (feiticeiro de Ìresàdú) tinha apenas uma flecha. Sua mãe sabia que Eléye, o pássaro ligado às feiticeiras poderia está furioso e podia causar maldição sobre seu filho e toda família. Ela foi consultar Ifá para Òsótokànsosó, os ojús odùs e os omo odùs revelaram que para enfrentar o Eléye teria que preparar oferendas com ekùjébú (grão de bico), também um frango òpìpì (frango com as plumas crespas), èkó (massa de milho envolta em folhas de bananeira), seis kauris (búzios). A mãe de Òsótokànsosó fez então assim, pediram ainda que, oferecesse colocando sobre o peito de um pássaro sacrificado em intenção e que oferecesse em uma estrada, e durante a oferenda recitasse o seguinte: "Que o peito da ave receba esta oferenda". Neste exato momento, o seu filho disparava sua única flecha em direção ao pássaro, esse abriu sua guarda recebendo a oferenda ofertada pela mãe do caçador, recebendo também a flecha certeira e mortal de Òsótokànsosó.
Ao ver o pássaro morto, todos começaram a dançar e gritar de alegria: "Òsóòsì! Òsóòsì!" (feiticeiro de Ifá). A partir desse dia todos reconheceram o seu poder, foi referenciado com honras e tornou divino, um deus-homem, cujo a função na Terra era caçar feiticeiros na floresta e desvendar enigmas da feitiçaria. Apesar que as  Ìyámi Òsóòròngà  não aceitam perdoar, mas sua presença pode apaziguá o Rei e as feiticeiras da floresta devolvendo-as recompensa retirada da solo.
As Àjés, mulheres pássaro, temidas feiticeiras laçavam feitiços sem piedade a todos aqueles que desafiassem o seu poder. Sua lei é olho por olho, dente por dente e sempre declaram morte imediata para os inimigos.
Provavelmente, o gavião-real que procurava alimento para saciar a fome, mas o povo acreditava que o pássaro do medo que espionava o local tinha ligação com as feiticeiras e poderia ter levado maldição. Para que a maldição não atingisse o povoado teria que matá-lo e somente um grande feiticeiro poderia atingir o seu peito com a flecha mágica. Òsótokànsosó provou que com apenas uma flecha pode eliminar o problema daquele povo supersticioso. Após a morte do pássaro a paz e a alegria foi reconstituída. 

Òsóò
 

 
No Brasil o Òrìsà Òsóòsì foi associado com o povo nativo, conhecido como índios, caboclos (miscigenação índio+branco). Enquanto que Òsányìn, divindade das folhas mágicas foi associado com Pajé-ameríndio, conhecedor dos mistérios das plantas medicinais e litúrgicas.

 Òsányìn

Òsóòsì-Ode é um Òrìsà bastante difundido no culto Afro-brasileiro, ganhou um novo personagem e uma nova forma de ser cultuado.
Instrumentos mágicos: Arco, flecha, lança, faca, colar de sementes, chifre e dentes de animais.
Animais-totem: Leopardo, Lobo, capivara, porco espinho, camaleão, onça pintada.
Pedra: cristal rocha, pedra de rio, Quartzo-verde.
Artes: Armamentos rústicos de pedras e madeira, fabricações de produtos de argila, sementes, madeira, plumas, cachimbo, esteira, redes, gamela de manacá, canoa, tambor e flauta.
Instrumento musical: Chocalho de Igbá, tambor, flauta.
Dança tribal: imitar animais
 
Cor: Verde, preto.
Elemento: Terra
Número mágico: 6
Dia da semana: Quinta-feira.
Oferendas: frutas tropicais, Bejú, carne de caça, peixe assado, milho, batata-doce, inhame e mandioca assado na brasa, mel etc.
Panteão: Òsóòsì é divindade dos Zootecnico, Artesão, Agricultor e do ecossistema/Òsányìn panteão dos feiticeiros curadores, dos Pajés, dos Médicos naturalista e dos homeopáticos.
Símbolos: Arco, lança, flecha etc
 
SAUDAÇÕES:

Ekúàbò Òsóò! (Que seja bem-vindo Òsóòsì!)

Òsóòsì Àyinlógo! (Òsóòsì é glorioso e louvável!)
Òkè Arò. (Divindade das colinas de Abéòkúta usa cabaça como canil).
ÀròÒsóò! (Feiticeiro da floresta!) 
ÀròÒsányìn! (Òsányìn espírito das matas, conhecedor da medicina nativa!)


E sé o Ewèlè! (Obrigado Orixá da floresta!)
 
Pawó!!! (Aplausos).

Rainna Tammy Autora


sábado, 7 de junho de 2014

A história de Oya Yánsàn e Sàngó




OYA/YÁSÀN/ABORÍMÉSAN: Divindade feminina dos fenômenos climáticos naturais e do rio Niger. Foi uma das esposas preferida de Sàngó.
Oya é invocada nos Ilés combater forças nocivas, concretizar algo com agilidade, quebrar forças das pessoas indesejáveis, conduzir os eguns para o plano espiritual.
Conta umas das lendas de Oya Yánsàn foi a primeira esposa de Sàngó e que teria ido a mandato do seu marido a um reino vizinho buscar três cabaças que estava com Obalúwàiyé. Havia sido recomendada para que não abrisse as cabaças, não olhasse para traz, não deixasse cair, nem quebrar e deveria entrar a Sàngó.
Oya era precipitada, ansiosa, não aguentava mais segurar a curiosidade e desejava desvendar o segredo.
Um pouco mais à frente quebrou a primeira cabaça, desrespeitando a vontade de Obalúwàiyé. Saíram de dentro da cabaça, os ventos que a levou para os céus. Quando terminaram os ventos, Yánsàn voltou e quebrou a segunda cabaça. Da segunda cabaça saíram os Eguns. Ela se assustou e gritou: Sàngó mi Oba!!!
Na vez da terceira cabaça Sàngó chegou e pegou para si, que era a cabaça do fogo e dos raios. Após resgatar a terceira cabaça das mãos de Oya, o seu povo lhe deu o título de Obakòso. Sàngó tornou-se um rei Divino dos raios e trovões. 


Ògún foi caçar na floresta, como fazia todos os dias. De repente, um búfalo veio em sua direção rápido como um relâmpago; notando algo de diferente no animal, ogum tratou de segui-lo. O búfalo parou em cima de um formigueiro, baixou a cabeça e despiu sua pele, transformando-se numa linda mulher. Era Yánsàn, coberta por belos panos coloridos e braceletes de cobre. Yánsàn fez da pele uma trouxa, colocou os chifres dentro e escondeu-a no formigueiro, partindo em direção ao mercado, sem perceber que Ògún tinha visto tudo. Assim que ela se foi, Ògún se apoderou da trouxa, guardando-a em seu celeiro. Depois foi a cidade, e passou a seguir a mulher até que criou coragem e começou a cortejá-la. Mas como toda mulher bonita, ela recusou a corte. Quando anoiteceu ela voltou à floresta e, para sua surpresa, não encontrou a trouxa. Tornou à cidade e encontrou Ògún, que lhe disse estar com ele o que procurava, mas para recebê-lo tinha que aceitá-lo como seu homem e casar com ele.
Oya Yánsàn apaixonou por Ògún e cumpriu a promessa. Desse casamento nasceram nove filhos, o que despertou ciúmes das outras esposas, que eram estéreis. Uma delas, para vingar-se, conseguiu embriagar Ògún e ele acabou relatando o mistério que envolvia Yánsàn. Logo que o marido se ausentou, elas começaram a cantar: "Você pode beber, comer e exibir sua beleza, mas a sua pele está no depósito, você é um animal." 
Yánsàn compreendeu a alusão e saiu a procura do seu Glamour mágico. Depois que ela encontrou então sua pele e seus chifres. Assumiu a forma de búfalo e partiu para cima de todos, poupando apenas seus filhos.
Decidiu voltar para a floresta, mas não permitiu que os filhos a acompanhassem, porque era um lugar perigoso. Deixou com eles seus chifres e orientou-os para, em caso de perigo deveriam bater os chifres um contra o outros; com esse sinal ela iria socorrê-los imediatamente. E por esse motivo que os chifres estão presentes nos assentamentos de Oya Yánsàn.
Na Suméria Ishkur conhecido como Rimmon era deus do vento, da tempestade, do trovão e do relâmpago. Ishkur tinha o poder de controlar o fenômeno climático natural e domínio sobre os Ancestrais. Tinha como o símbolo mágico a espada e o relâmpago. Seu animal totem era o touro, o búfalo representando a terra e a coruja representava a sabedoria. Ambicioso, guerreiro e sedutor tinha personalidade semelhante da deusa Yánsàn.
Enquanto, que Ellil conhecido como Bel, o deus do comando da Atmosfera do Ar tinha característica semelhante de Sàngó.
Ellil teve que unir com Ishkur, conhecer o poder, o mistério dos raios e dos trovões para derrotar os seus inimigos. Essa aliança fortaleceu o seu império, conquistou riquezas patrimoniais e se tornou um rei muito respeitado na época. Tornou tão poderoso como uma machadinha de dois gumes bem afiada. A machadinha de bronze, o hectograma, tridente, os raios e relâmpagos tornou-se instrumentos e símbolos mágicos de Ellil. 


Pedra: Rubi vermelho, Pedra-do-fogo e Meteorito.

Metal: Bronze e Cobre.



Instrumento musical: Ìlù (tipo de toque de atabaque)

Instrumentos mágicos: Ide (bracelete de metal), Ìrókè (sineta ritualística), Espada, Chifre de búfalo, Ìrù (Rabo ou crina de cavalo ou amarrado num pequeno bastão), Igbá (cabaça).

Cor: vermelho, laranjado, verde, preto e branco.



Número mágico: 9



Dia da semana: Quarta-feira.

Oferendas: Àkàrà (bolo de feijão fradinho), ameixa, azeite de palma, banana, batata-doce assado na brasa, cajá, caqui, feijão fradinho, figo, framboesa, groselha, jenipapo, laranja, manga-rosa, pera, maçã, mamão, morango, mel, melão, milho assado na brasa, pêssego, pitanga, romã, tamarindo e uva-rubi.

Animal mágico: Èdé (Búfalo).

Panteã: Égúns.

SAUDAÇÕES: Ekúàbò Oya! (Que seja bem-vindo Oya!)

Yánsàn Àyinlógo! (Yánsàn é gloriosa e louvável!)

Pawó!!! (Aplausos)

Autora: Rainna Tammy







sexta-feira, 6 de junho de 2014

Sàngó & Àyrá


  
Sàngó  
Os Sàngós foram homens-deuses intelectuais que atuaram nas áreas judiciais, criaram Códigos de Leis como uma das alternativas de organização social, impôs regras, limites e puniu com rigor quem desacatasse as Leis do reinado de Òyó. O povo precisava de regras para domar e disciplinar o seu ego para que possa trilhar num caminho de luz.
Como personagem histórico, Sàngó teria sido o terceiro Aláàfìn Òyó, "Soberano de Òyó", filho de Òránmíyàn e Tòrunsi, a filha de Elénpe, rei dos Tápà (Nupe), aquele que havia firmado uma aliança com Òránmíyàn (Oranian) – fundador e foi o primeiro rei de Òyó.
Sàngó, no seu aspecto divino era filho do soberano Òránmíyàn, divinizado, porém, tendo Yemojá como mãe e três divindades como esposas: Oyá (Yánsàn), Osun e Y'obbá/Obá.

ÌTÀN SÀNGÓ (Mito de Sàngó)

Sàngó, quando viveu aqui na Terra, era um grande Obá (rei), muito temido e respeitado. Gostava de exibir sua bela figura, pois era um homem muito vaidoso.
Conquistou, ao longo de sua vida, muitas esposas, que disputavam um lugar em seu coração.
Além disso, adorava mostrar seus poderes de feiticeiro, sempre experimentando sua força.
Em certa ocasião, Sàngó estava no alto de uma montanha, testando seus poderes. Em altos brados, evocava os raios, desafiando essas forças poderosas. Sua voz soava som de um trovão, provocando um barulho ensurdecedor. Ninguém conseguia entender o que Sàngó pretendia com essa atitude. Ele ficou impaciente por não obter resposta.
De repente, o céu se iluminou e os raios começaram a aparecer. E as  pessoas ficaram impressionadas com a beleza daquele fenômeno, mas, ao mesmo tempo, estavam apavoradas, pois nunca tinham visto nada parecido. Sàngó, orgulhoso de seu extremo poder, ficou extasiado com o acontecimento. Não parava de proferir palavras de ordem, querendo que o espetáculo continuasse. Era realmente algo impressionante!
Foi, então, que, do alto de sua vaidade, viu a situação fugir ao seu controle. Tentou voltar atrás, implorando aos céus que os raios, que cortavam a Terra como poderosas lanças, desaparecessem. Mas era impossível – a natureza havia sido desafiada, desencadeando forças incontroláveis!
Sàngó correu para sua aldeia, assustado com a destruição que provocara. Quando chegou perto do palácio, viu o erro que cometera.
A destruição era total e, para piorar a situação, todos os seus descendentes haviam morrido. Ao ver que o rei estava muito perturbado, seu próprio povo sobrevivente da tragédia de ordem natural tentou consolá-lo com a promessa de reconstruir a cidade, fazendo tudo voltar ao que era antes. Sàngó, sem dar ouvidos a ninguém, foi embora da cidade.
Ele não suportou tanta dor e injustiça, retirando-se para um lugar afastado, para acabar com sua vida. O rei enforcou-se numa gameleira.
Oyá, quando soube da morte de seu marido, chorou copiosamente, formando o rio Niger. Ela, que tinha conhecimento do reino dos Égúns, foi até lá para trazer seu companheiro da morte, que veio envolto em panos brancos e com o rosto coberto por uma máscara de madeira, pois não podia ser reconhecido por Ikú, o Senhor da Morte.
Sàngó ressurge dos mortos, tornando-se um Òrìsà brilhante, sábio e justiceiro. Essa variação da essência de Sàngó adotou, além do vermelho, a cor branca. Também foi venerador dos Espíritos Ancestrais.
O Òrìsà Sàngó e o Òrìsà Àyrá não é qualidade de Sàngó. São Òrìsàs diferentes e de origens diferentes. Àyrá é de origem de Savé - Nigéria, território Jeje que zela pela paz e pela justiça de forma incondicional. É um Òrìsà da Sabedoria, da Justiça e Apaziguador. Seus instrumentos mágicos são: Chave, Machadinha com apenas uma lâmina etc.

Dança mais conhecida de Sàngo: Àlùjá.

Pedra: Granito e Meteorito.

Metal: Bronze e Cobre.

Instrumentos mágicos: Sèrè/Sèkèrè (cabaça de pescoço de cabo alongado, ou ainda recoberta de couro e detalhes em metal que é semelhante um chocalho), Osé (machado de dois gumes feito de madeira Àyán – Gameleira/Figueira).

Cor: vermelho e branco. As principais cores do Òrìsà Àyrá são: branco, vermelho, azul claro etc.

Oferendas: Àmàlà (comida votiva de Sàngó feita de pirão de mandioca, refogado de quiabo e camarão seco). Àyrá come: quiabo, mel, exceto dendê.

Tipo de ritmo: Àlùjá

Animal mágico: Leão, Bode e Galo vermelho. Enquanto, que o Òrìsà Àyrá tem como animal totem: Pombo branco, Leão-branco (Panthera leo krugeri), Carneiro branco, Cabrito vermelho malhado de branco, Frango com plumagem vermelho e branco e Peixes de água doce.

Panteão: Áreas Judiciais Civis, Criminalista, Trabalhista etc.


SAUDAÇÕES: Káwò ó o Kábiyèsí!!!  (Que possamos ver o rei descer sobre a Terra!!!)


Káwò Kábiyèsí!!! (Venham ver, admirar o rei !!!)


Sàngó dé !!!  Sàngó dé !!!  (Sàngó está chegando!!!)


Káàbò Sàngó. (Seja bem-vindo Sàngó).


Saudação ao Òrìsà Àyrá: Àyrá lé!

Autora: Rainna Tammy

Yemojá Ìyá odò

 
 
 Yemo  é um Òrìsà africano, cujo nome deriva da expressão Yorùbá Yèyé Omo ejá, Mãe cujos filhos são peixes. Os Egbas, que viviam inicialmente em um local no sudoeste da Nigéria, entre Ifé e Ibadan, onde há um rio chamado Yemojá que desagua no Mar.
Para os Yorùbás, a divindade do mar é Olokun, entidade feminina na Nigéria e masculina no Benin, um Òrìsà quase esquecido no Brasil.
Yemojá seria a filha de Olokun, Deus em Benin e deus do mar em Ìfè. Numa das histórias ela aparece casada pela primeira vez com Orunmilá, o Senhor das Adivinhações, depois com Olofin, o Rei de Ifé. Com este último teve dez filhos, cujos nomes enigmáticos parecem corresponder a outros tantos Òrìsàs.
Alguns nigerianos consideram Yemojá como a deusa da pororoca (encontro do rio com o mar) onde os pescadores retiram alimentos e usufruem das águas.
Na Nigéria ela é patrona da sociedade Geledes, sociedade feminina ligada ao culto das Yamis, as feiticeiras noturna.
No Rio de Janeiro, Santos e Porto Alegre, o culto a Yemanjá é muito intenso durante a última noite do ano, quando centenas de milhares de adeptos vão, cerca de meia noite, acender velas ao longo das praias, entregar oferendas e outros presentes no mar. Nesse momento sagrado diversos agradecimentos e pedidos são feitos.
O principal templo de Yemojá está localizado na cidade de Abéòkútá. Os fiéis desta divindade vão todos os anos buscarem a água sagrada  retirada de uma fonte do rio Lakaxa acreditando que tem os Àses da deusa. Essa água é recolhida em jarras, transportada numa procissão seguida por pessoas que carregam esculturas de madeira (ère), tocam tambores e outros instrumentos músicas.
No retorno fazem saudação a Òrìsà Yemojá, as Altezas majestades e outras pessoas ilustres da cidade, começando por Aláké, o soberano do local, Olúbàrà, o rei de Ìbàrìbá, Abore e outros.
Yemojá é a panteã da família, dos pescadores e dos marujos.
O sábado é o dia da semana que lhe é consagrado, juntamente com outras divindades femininas das águas. Seus adeptos usam colares de contas de vidro transparentes e vestem-se, de preferência, de azul-claro.
Na Suméria Enki era o deus dos Oceanos e mares. Ele era um deus da fartura, da transformação e guardião das Sabedorias Ocultas. Enki sabia que a água podia trazer aos mortos vida e renascimento. Seu animal totem era a serpente e o peixe. Símbolo sagrado era a Lua e a sua cor era Azul e prata.
Deus Enki tornou panteão dos pescadores e da família. Ao fazer analogia entre o legado do povo africano e o povo da Suméria iremos observar que as suas histórias são bastantes semelhantes.
Portanto, deus Enki provavelmente é  a deusa Yemojá cultuada pelo povo da nação Yorùbá, cultuada no Brasil e em outros países. Yemojá aparece com várias facetas, mas é uma Divindade Uno.

Saudação: Ekúàbò Ìyá Odò! (Que seja bem-vindo mãe dos rios!)
 
 

 
 
Autora: Rainna Tammy
 
 
 
Fonte de Pesquisa: